História dos vinhos espanhóis

A importância dos vinhos espanhóis -  Parte I 

A produção de vinhos na Espanha possui uma história antiga, iniciando na época em que os fenícios dominaram a Península Ibérica. Por volta do ano 1100 a.C, na região onde hoje fica o sudoeste do país, este povo introduziu a vinificação através das uvas, inicialmente para consumo próprio.

            Já em meados de 500 a.C, após os romanos conquistarem o local, um importante polo de exportação de vinho foi formado, popularizando a bebida batizada de Vinum ceretensis.  Nos séculos seguintes a produção passou por um período recluso, devido a invasão do mouros, que proibiram o consumo de álcool em todo o território.

            No ano de 1200, durante a reconquista da Península Ibérica, exportações da bebida por todo o Reino Unido iniciaram e foram aumentando conforme os anos, sob o nome de Sherish e posteriormente Sherry e vinho de Jerez. O vinho produzido se tornou uma especiaria valorizada, devido às suas características únicas, permitindo o crescimento da produção vinícola do país hispânico.

A partir do século XVI, com a colonização do continente americano, a Espanha conseguiu expandir ainda mais seu mercado exportando para essas regiões. A alta demanda permaneceu até o século XIX, quando a grande praga de Filoxera atingiu a Europa e dizimou cerca de 40% das áreas vitivinícolas do continente. Este período representou uma grande mudança na forma de produção dos vinhos na Espanha. Por ter sido menos afetada que a França, diversos produtores da região vizinha migraram para o local, trazendo consigo novas técnicas e conhecimentos específicos. Desta maneira, os viticultores se desenvolveram e tornaram o produto mais valorizado, aumentando sua qualidade. Uma das regiões que melhor se beneficiou nesta modificação foi Rioja.

Na segunda metade do século XIX, o Marqués de Murrieta criou a primeira destilaria, permitindo novas oportunidades para o ramo de exportação dos vinhos espanhóis.  Alguns empecilhos encontraram a história vitivinícola da Espanha depois desta era, com a Segunda Guerra Mundial, que dificultou novos negócios com um cenário de instabilidade. Porém, na década de 1990, o país se recuperaria das dificuldades e pintaria um novo cenário para sua narrativa. O processo de modernização foi avançando em grande velocidade, não somente em relação ao plantio mas também à regulamentação das bebidas, produzindo rótulos em regiões controladas em um processo muito mais rigoroso. Hoje, o território espanhol forma a maior área de vinhedos do mundo e detém a terceira maior produção internacional.